"Embriagar-se é estar temulento… Ligado à uma linha de raciocínio muito absurdo e obsessivo. Digo, absurdo por ter essa abstinência excessiva de se desviar do amor… Porém, obsessivo, por precisar demais, querer demais, e por um outro lado desprezar apenas por opção desse seu pensamento absurdo de sempre achar que as coisas não irão pelo lado certo e que nem mesmo que seja na metade do percurso pela vida, haverá uma pedra, uma grande pedra capaz de te derrubar e acabar com toda essa sua mínima esperança que lhe parece inexistente.
Tudo bem que as coisas não serão sempre como Romeu e Julieta, e nem mesmo um mar de ondas fortes derrubando toda insanidade no mundo, mas, puta que pariu, levanta essa cabeça, raciocina e aprende que o mundo não é só habitado por pessoas que só vivem vendo a inanidade das pessoas. Ele também tem pessoas boas, capazes de tirar nem mesmo um curto e rápido sorriso de nós… Mas elas se vão… Quer você queira ou não, nada irá durar para sempre. Vê bem se temos vida prolongada? Temos um tempo determinado para passar por tudo isso, e aprender…E é esse o problema. Aprender? Isso existe? Sinceramente, tudo que dizem hoje é “acabou” “nunca mais” e “não vai passar”. É isso que você aprende percorrendo o percurso que a vida lhe proporciona? Não é atoa, você foi feito pra cair, se foder, levantar e ser forte. Não pra levantar e respectivamente se jogar em sua cama e se afogar com as suas lágrimas que nem uma idiota. O amor é uma droga “mortal”, mas é se você permitir que seja, porque tenho a absoluta certeza de quem te causou tudo isso, nesse momento, nem se lembra de como você é, e se lembra, está pouco se fodendo para suas emoções. Te acha apenas mais uma no mundo, que se deixou levar por ilusões chamadas de “amor”, e se deixar levar por esse tipo de ilusão, é pedir para não ter cura nunca mais."
indirect:
"Aí teve aquela cena também, De quando eu fui te dar tchau.
(…) E você olhou e me perguntou: “Não to esquecendo nada?” E eu quis gritar: “Tá, tá esquecendo de mim.”
E você depois perguntou: “Não tem nada meu aí?” E eu quis gritar: “Tem, tem eu. Eu sempre fui sua."
indirect: